07-23-2008

PERNAMBUCO - Quem deu nome a Ruas e Avenidas?

* Agamenon Magalhães

Político, Agamenon Sérgio de Godoy Magalhães nasceu a 05 de novembro de 1894, na cidade de Serra Talhada, sertão de Pernambuco. Filho do bacharel Sérgio Nunes de Magalhães e de Antônia de Godoy Magalhães, ingressou, em 1912,na Faculdade de Direito do Recife, onde concluiu o curso de Ciências políticas e Sociais.

Foi redator do jornal "A Província" e deputado estadual em 1918. Eleito deputado Constituinte em 1932, professor da Faculdade de Direito do recife em 1934, onde só chegou a dar uma aula: convidado pelo presidente Getúlio Vargas, vai ser Ministro do Trabalho. Em 1937 é nomeado por Getúlio interventor federal em Pernambuco, cargo que só deixaria em 1945, para tornar-se Ministro da Justiça, de Vargas.

Foi autor da primeira lei brasileira de orientação anti-truste, celebrizada como a Lei Malaia, assinada por Vargas a 22 de junho de 1945 e que dava poderes ao governo para expropriar qualquer organização, vinculada aos trustes e cartéis, cujos negócios lesassem o interesse nacional - depois que assinou o decreto-lei, Getúlio Vargas não permaneceu mais cinco meses no poder, caiu deposto por um golpe militar.

Em 1946, Agamenon volta ao Congresso como deputado Constituinte, dali saindo em 1950 para ser governador de Pernambuco, eleito pelo povo. Na madrugada de 24 de agosto de 1952, morre, no Recife, vítima de enfarte do miocárdio.

* Antonio Falcão

Jornalista, nasceu a 10-05-1798, no Recife. Em 1823 foi professor do Trem Nacional (Arsenal de Guerra) e, no ano seguinte, foi diretor da Tipografia Nacional. Colaborou com a Confederação do Equador e, por isso, foi preso e processado.

Em liberdade, em 1829 novamente se envolve em movimentos políticos e volta à prisão, onde permaneceria por 14 meses.

Libertado, deixa o Recife e segue para a Europa, retornando, em seguida, ao Brasil, exatamente Rio de Janeiro, onde monta uma tipografia. Retorna ao Recife, monta uma nova tipografia e, em 1825, funda o Diário de Pernambuco. Em 1834, é nomeado oficial da Secretaria de Governo de Pernambuco.

Foi, também, secretário da província de Sergipe; administrador da Gazeta Oficial (RJ); diretor da Casa de Correção da Côrte do Império (1849); cônsul-geral do Império nos Estados Unidos (1852); oficial de gabinete do governo da província do Rio Grande do Sul (1865) e redator do Diário Oficial, no Rio de Janeiro, onde morreu, pobre, a 09-12-1878.

* Bernardo Vieira de Melo

Senhor de engenho em militar, nasceu em Muribeca, na segunda metade do Século XVII. Comandou uma das expedições no ataque final ao Quilombo dos Palmares e, como prêmio, foi nomeado governador e capitão-mor da capitania do Rio Grande do Norte (1695).

Retornou a Pernambuco em 1710 e foi nomeado comandante do terço de linha do Recife. Quando eclodiu a Guerra dos Mascates em 1710, envolveu-se no conflito e rumou para Olinda (então capital da província), onde participou dos movimentos que culminaram com a fuga (para a Bahia) do governador Sebastião de Castro e Caldas e a posse do bispo Dom Manuel Álvares da Costa.

Em seguida, o bispo é deposto do cargo e Bernardo Vieira de Melo é preso. Em 1711, chega a Pernambuco o novo governador, Félix José Machado de Mendonça Eça Castro e Vasconcelos, e este exige que Dom Manuel seja reconduzido ao cargo, para dele recebê-lo, ocasião em que Bernardo Vieira é libertado e se refugia nos Palmares.

Em 1712, Bernardo Vieira é condenado à prisão, entrega-se e é conduzido ao Recife. Em seguida, com seu filho André Vieira de Melo e mais nove companheiros derrotados na Guerra dos Mascates, é remetido para Lisboa onde morreria.

* Carlos de Lima Cavalcante

Usineiro e político, fundou no Recife, em 1927, o jornal Diário da Manhã. Foi deputado estadual, eleito na chapa Paz e Concórdia, do governador José Bezerra. Entre 1930 e 1935, governou o Estado como interventor. De 1935 a 1937, foi governador de Pernambuco, eleito pela Assembléia Legislativa.

* Cleto Campelo

Militar, Cleto da Costa Campelo Filho chegou ao Recife no início de 1926, transferido do Rio de Janeiro onde servia. Veio com um plano secreto de "levantar parte do exército pernambucano e juntar-se à Coluna Prestes" que, no dia 02 de fevereiro daquele ano, chegara ao Estado, entrando pelo Vale do Pajeú. A insurreição idealizada pelo jovem tenente teve início a 17/02/1926 e duraria muito pouco: apenas um dia. O plano foi descoberto, alguns conspiradores foram presos, mas Cleto Campelo conseguiu fugir, seguindo direto para a cidade de Jaboatão.

Em Jaboatão, Cleto Campelo e mais 25 companheiros tomaram a cadeia pública, libertaram os prisioneiros, prenderam os policiais que estavam de serviço, apossaram-se de armas e munições e cortaram a linha telefônica com o Recife. Em seguida, saquearam algumas casas comerciais, tomaram a oficina da Rede Ferroviária, apossaram-se de um trem e iniciaram uma viagem com destino às margens do Rio São Francisco, para onde seguira parte da Coluna Prestes. A primeira parada foi em Tapera e, ao chegar em Vitória de Santo Antão, onde almoçaram, o trem já levava 80 revoltosos.

Na parada seguinte, em Gravatá, ocorreria a primeira tragédia: ao descerem do trem, os revolucionários foram surpreendidos com rajadas de balas, disparadas por tropas legalistas que, entrincheiradas, aguardavam a chegada dos rebeldes. Era o dia 18/02/1926 e o primeiro a cair morto foi o comandante Cleto Campelo. Naquele momento, o pânico tomou conta da tropa, muitos revoltosos desistiram da empreitada e fugiram. A muito custo, o tenente Valdemar Lima acalmou os rebeldes, assumiu o comando do movimento e convenceu parte do grupo a seguir em frente.

Mas, a viagem não iria muito longe.

Antes de chegar a Caruaru, exatamente no povoado chamado Gonçalves Ferreira, uma sabotagem na estrada de ferro fez o trem descarrilar. Sem condições de seguir adiante, o tenente Valdemar Lima desistiu do movimento, alguns revoltosos fugiram mata adentro e, com pouco mais de 20 homens, o comandante rumou, a cavalo, para o município de Vertentes, de onde pretendiam fugir para o vizinho Estado da Paraíba. Não chegariam: no povoado denominado Topada, o grupo foi emboscado pela Polícia e quatro revoltosos foram mortos, sendo o tenente Valdemar Lima o primeiro a cair.

Dos revolucionários que escaparam, nunca mais se ouviria falar.

* Conde da Boa Vista

Francisco do Rego Barros (o Conde da Boa Vista) nasceu a 03 de fevereiro de 1802, no Engenho Trapiche, município do Cabo de Santo Agostinho. Militar e político, bacharelou-se em Matemática pela Universidade de Paris, França. Foi eleito deputado-geral pela província de Pernambuco em duas legislaturas: 1830/33 e 1850.

Por carta imperial de 06 de abril de 1850, foi escolhido senador, cargo que ocupou por 20 anos. Por duas vezes, foi governador de Pernambuco: entre 1838/41 e entre 1841/44, cargo na época denominado presidente da província.Ganhou do governo imperial os títulos de Barão da Boa Vista (1840), Visconde (1858) e Conde (1866).

Foi, ainda, comandante superior da Guarda Nacional do município do Recife e em 1865 foi nomeado comandante das Armas da Província do Rio Grande do Sul, cargo do qual pediu exoneração no ano seguinte, para retornar a Pernambuco. Morreu no Recife, a 04 de outubro de 1870.

* Dantas Barreto

Militar, escritor e político, Emídio Dantas Barreto nasceu na cidade de Bom Conselho, Agreste do Estado, a 22 de março de 1850.

Aos 15 anos de idade, alistou-se no Corpo de Voluntários da Pátria e participou da Guerra do Paraguai, obtendo medalha por sua atuação.

Terminada a Guerra do Paraguai, voltou para o Brasil. Fez curso de artilharia da Escola Militar do Rio de Janeiro. Tomou parte na Campanha de Canudos, foi ministro da guerra de Hermes Fonseca.

Sua carreira militar obedeceu a seguinte cronologia: foi tenente em 1879, capitão em 1882, major em 1890, tenente-coronel em 1894 e general em 1906. Reformou-se em 1918.

Como político, foi governador de Pernambuco (1911/1915) e senador pelo mesmo Estado entre 1916/1918.

Cronista, romancista e autor teatral, colaborou na Revista Americana (RJ) e no Jornal do Commercio (RS). Autos dos seguintes livros:

A Condessa Hermínia, teatro (1883); Lucinda e Coleta, episódios da vida fluminense (1883); Margarida Nobre, romance (1886); A Última Expedição de Canudos, história, (1898); Acidentes da Guerra – Operações de Canudos, história, (1915); Expedição de Mato Grosso – A revolução de 1906 (1907); Impressões Militares (1910); A Destruição de Canudos, ensaio (1912); Discurso Político (1912); Conspirações (1917).

Morreu no Rio de Janeiro, a 08 de março de 1931.

* Gervásio Pires

Comerciante e político, nasceu no Recife, a 26-06-1765. Proprietário de uma grande casa comercial em Lisboa, retornou a Pernambuco em 1808, quando Portugal foi invadida pelos franceses.

No Recife, continuou seus negócios e aderiu à Revolta Pernambucana de 1817, sendo eleito presidente do erário nacional da proclamada República.

Com a derrota do movimento revolucionário, foi preso e levado para a Bahia, onde permaneceu quatro anos na prisão. Libertado em 1820, voltou a Pernambuco.

Em 1821, torna-se o primeiro presidente constitucional surgido no Brasil, depois que os pernambucanos derrubaram do poder o governador Luís do Rego Barros (um truculento português que assumira após a revolta de 1817), decretaram a independência de Pernambuco e elegeram uma junta governativa democrática e independente, através do ato que foi batizado de Convenção de Beberibe.

A junta provisória de governo era independente de Lisboa apenas de fato e não de direito e, em 1822, Gervásio Pires é deposto, preso e remetido para a Bahia e, em seguida, para Lisboa.

Em 1823, é posto em liberdade, retorna ao Brasil e elege-se deputado por Pernambuco nas duas primeiras legislaturas do Império. No Parlamento, integrou a comissão especial que analisou a demissão da regência trina. Depois, foi, por vários anos, conselheiro do governo de Pernambuco

* Herculano Bandeira

Político, Herculano Bandeira de Melo nasceu em Nazaré da Mata, a 23 de março de 1850. Integrante do Partido Conservador (PCI), foi deputado provincial entre 1871/1877, constituinte em 1891 e deputado federal por três ocasiões: 1895/1897, 1897/1900 e 1900/1901.

Senador entre 1901/1908 e governador de Pernambuco entre 1908/1911.Servidor público, advogado e magistrado, foi juiz substituto em Nazaré em 1888.

Morreu no Recife, a 19 de março de 1916.

*Marques de Olinda

Político, Pedro de Araújo Lima, o Marquês de Olinda, nasceu em Serinhaém a 22-12-1793. Em Portugal, representou Pernambuco, em 1821, como deputado à Corte de Lisboa.

De volta ao Brasil, elegeu-se deputado constituinte (RJ) em 1823. De 1827 a 1837, foi deputado em várias legislaturas, ocupando por duas vezes a presidência da Câmara.

Senador em 1837, Ministro do Império em várias ocasiões (1823, 1827, 1832, 1837), presidiu por quatro vezes o Conselho de Ministros.

Foi, também, regente do Império, no período entre 1837 e 1840, passando o poder para D. Pedro II declarado maior de idade pela Assembléia Legislativa. Em 1841, voltou a ocupar sua cadeira no Senado. Em 1862, presidiu o Gabinete dos Velhos e em 1865 chefiou o Gabinete das Águias.

Morreu no Rio de Janeiro, a 07-10-1870.

* Padre Carapuceiro

Jornalista, religioso e político, Miguel do Sacramento Lopes Gama, ou Padre Carapuceiro, nasceu no Recife, a 29 de setembro de 1791. Entrou para o Mosteiro de São Bento (Olinda) em 1805; depois transferiu-se para a Bahia onde recebeu as ordens religiosas e, em seguida, retornou a Pernambuco.

Professor de Retórica no Seminário de Olinda (1817); redator do Diário do Governo (1823); diretor da Tipografia Nacional (1824); vice-diretor dos cursos jurídicos de Olinda (1840).

Eleito deputado à Assembléia Provincial de Pernambuco, elege-se em 1852 representante da província de Alagoas ao Parlamento Nacional. Publicou vários livros, entre os quais "Lições de Eloqüência Nacional" (RJ, 1846) e "Observações Críticas sobre o Romance do Senhor Eugenio Sue, o Judeu Errante" (PE, 1850). Fundador do jornal O Carapuceiro (1832).

Morreu a 09 de dezembro de 1852.

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